Índice da semana

Semana de 26 a 30 de outubro de 2009

30 de outubro de 2009

29 de outubro de 2009

28 de outubro de 2009

27 de outubro de 2009

26 de outubro de 2009

 
 

Coleta Seletiva

A separação dos recicláveis domésticos

Todos os resíduos domésticos são, em tese, recicláveis. Na prática não tem viabilidade econômica, o que limita a sua efetivação. Fica limitado aos ambientalistas mais ativos que fazem a compostagem doméstica e outros meios para o reaproveitamento do lixo orgânico.

No geral, os restos de alimentos, com as suas embalagens ou utensílios sujos são reunidos num saco que é colocado para a retirada pela coleta pública comum. E que, depois, é levada a um "lixão" ou a um aterro sanitário.

Num aterro sanitário vai se tornar apenas uma cobertura física, sem outra utilidade a menos da formação de gás metano que pode ser utilizado para geração de energia. Num lixão a céu aberto dá margem à presença de catadores em busca de alimentos ou de materiais vendáveis. Um cenário de elevada degradação.

Com a reunião num único saco das embalagens limpas ou secas, juntamente com outros materiais recicláveis, levadas ou deixadas para a coleta seletiva, além do primeiro ciclo de transporte, há a necessidade de separação dos materiais para os diversos destinos que geram valor.

Tanto o primeiro ciclo de transporte, como a separação podem envolver os chamados catadores de resíduos.

São tarefas árduas, de pouca remuneração, mas que se tornam uma das poucas alternativas de renda para uma população deseducada que não encontra outras oportunidades.

Essa solução (o uso dos catadores) antes rejeitada passou a ser socialmente aceita e vem sendo amplamente desenvolvida. Nesta semana os catadores estão reunidos num grande evento nacional, com algumas seções internacionais.

Um processo amplo de conscientização e educação ambiental poderia conseguir que a separação já ocorresse dentro dos domicilios, mas enquanto isso não ocorre, a separação entre os resíduos alimentares e outros lixos orgânicos das embalagens secas e limpas, já seria um grande avanço.

A partir dai é preciso estabelecer unidades industriais de separação de materiais, linhas de desmontagem. Essas linhas podem ser operadas pelos ditos catadores, mas que seriam "separadores".

A atividade de separação é menos ponosa, mas ainda realizada em condições precárias. Ainda é uma atividade relacionada ao lixo e admitida como suja.

A sua melhor organização envolve dois riscos: o de maior automação com a redução do uso da mão-de-obra e sua formalização.

A atividade de coleta, embora seja um serviço, pode ser remunerada como venda de produtos. Como tal está se remunerando o produto e não diretamente o trabalho. No caso da separação, a remuneração seria diretamente do trabalho, o que implica numa relação trabalhista.

Isso implica numa elevação de custos, o que irá requerer a obtenção de maior valor dos produtos separados.

Esse maior valor é possível, uma vez que o valor para o comprador final é o equivalente à compra do insumo novo. A partir desse valor há que se deduzir os custos tributários e logísticos para chegar ao valor na ponta da separação.

Antes de afirmar que com a formalização do trabalho dos separadores inviabiliza a atividade é preciso avaliar as possibilidades de redução dos custos tributários e logísticos.

Os valores de cada material são diversos, em função do seu destino. Em função disso pode ser refinar mais ou menos os níveis de separação e limpeza.

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Coleta Seletiva

A geração domiciliar de lixo

O lixo (agora caracterizado tecnocraticamente como "résíduo sólido") é gerado nas moradias (casas, domicílios, residências, habitação) como consequência das atividades humanas, habituais dentro delas.

A principal e pouco substituível é a higiene pessoal. Secundariamente a alimentação, que é substituivel, inteira ou parcialmente. Pode-se chegar ao limite de comer tudo fora e não levar nenhum alimento para casa. O que é raro.

Quando a atividade alimentar é feita dentro de casa, incluindo o preparo de refeições passa a ser o principal gerador de resíduos, ou seja, de lixo.

A terceira atividade geradora de lixo é a lavagem e limpeza, seja da casa, das roupas ou utensílios. Embora o principal insumo seja a água, gera resíduos sólidos das embalagens dos produtos de limpeza, assim como da própria sujeira.

Uma quarta atividade, nem sempre presente, é a cultural ou intelectual, incluindo a comunicação, geradora de resíduos de papel. A leitura diária ou aperiódica de jornais e revistas gera resíduos. Inclui também, as atividades escolares ou educacionais. Moradias com crianças em idade escolar sempre geram "resíduos educacionais ou culturais".

O consumo de bens não duráveis ou semi-duráveis - não considerados as das atividades anteriores - geram resíduos das embalagens ou quando inservíveis.

Uma sexta atividade que requer separação e cuidados especiais são os remédios e os materiais utilizados no tratamento de saúde, particularmente para as casas que tem pessoas doentes. Deve ser separado e comunicado à coleta especializada.

A partir da percepção dos processos de geração de resíduos, pode-se buscar a formulação de estratégias e instrumentos para a sua sepração e descarte seletivo.

Aqui retomamos a questão linguística para efeito de informação e conscientização.

O que importa para as pessoas é o descarte seletivo. Elas não fazem a coleta seletiva. Ou seja, o termo coleta não tem um impacto comunicativo. Pouco diz às pessoas, a menos daquelas mais conscientizadas ou mais interessadas com a questão ambiental.

O processo da educação ambiental pretende que todos sejam ambientalistas. Todos tenham consciência ambiental.

Mas do ponto de vista pragmático o que interessa é que as pessoas façam o descarte seletivo do seu lixo. E para isso precisam fazer a separação do seu lixo. Dentro de casa. Fora de casa é outra questão, que comentaremos em outro momento.

Então: qual é a separação do lixo desejável - mas prática - para a sua maior reciclagem?

A primeira é dos recicláveis dos não recicláveis (pelo menos usualmente). Isso é difícil para a maioria das pessoas.

Então (novamente), a primeira separação é entre restos de alimentos, de higiene (papel higiênico / sanitário usado) e de limpeza dos demais.

Entre os restos de alimentos podem - pelo menos numa etapa inicial - ser reunidas embalagens sujas, ou sejam, as embalagens com restos de comida. Numa etapa subsequente pode-se pedir para as pessoas limparem ou lavarem as embalagens ou utensílios descartáveis usadas na alimentação para guardar separadamente.

Para uma conscientização ambiental uma estratégia mais eficaz é ir gradualmente, uma vez que o processo mental e físico é de separação. Pode-se começar com grande blocos para depois ir separando dentro dos blocos.

Os restos de comida (com exceção do óleo de fritura usado), de higiene e limpeza devem ser juntados como "lixo comum" em sacos apropriados e deixados nos dias aprazados para a coleta comum.

O restante do lixo (mais uma vez com exceção do óleo de fritura usado) - que em tese seria reciclável deve - num primeiro momento - ser reunido num saco e levado para um posto de recepção de recicláveis, chame-se de PEV, posto de entrega voluntária, de Estação de Reciclagem ou outro. Onde houver coleta seletiva deve ser deixado para essa.

Amanhã, continuaremos com o tema, para comentar sobre a separação doméstica do lixo reciclável. E mais adiante sobre o descarte seletivo fora de casa.

Bem, com relação ao óleo de cozinha ou fritura usado, que tem peculiaridades indicamos - para quem mora na região metropolitana de São Paulo - o programa Bióleo, que pode ser contactado através do endereço eletrônico: bioleo@institutopnbe.org.br ou no meu: hori@macbbs.com.br

 
 

Coleta Seletiva

Por que funciona mal?

Há um grande empenho para viabilizar ou ampliar a coleta seletiva do lixo nas cidades, mas com baixa eficácia.

Nas cidades onde está implantada a cobertura territorial é baixa, outras estão abandonando, fora as que nem iniciaram.

O objetivo da coleta seletiva seria a reciclagem ou reuso de resíduos dando lhes novas utilidades.

Do ponto de vista econômico, a viabilidade seria dada pela obtenção de uma receita pela venda dos produtos vendáveis para reciclagem superiores ao custo dos serviços de coleta.

Alguns materiais como a latinha de alumínio conseguem obter margens remuneradoras. Outros não.

Não basta a coleta. Uma atividade custosa e penosa é a separação.

Nessa atividade está um dos pontos cruciais do relativo fracasso da chamada coleta seletiva.

Que começa com a inadequação da denominação. "Coleta Seletiva" é uma denominação e visão de quem coleta. É um viés que parte do Poder Público para separar entre a coleta comum e a dita seletiva. Com isso não alcança na intensidade necessárias as pessoas geradoras dos resíduos, ou melhor, do "lixo".

Na tentativa de criar termos "politicamente corretos" piora a comunicação com o primeiro grande ator do processo: as pessoas. Pode-se dizer que parte do fracasso da coleta seletiva está na neurolinguistica.

Para viabilizar a "coleta seletiva" é preciso - em primeiro lugar - "conscientizar" os geradores a separarem os resíduos. A separação proposta - internacionalmente - tem um viés tecnocrático, entre papel, vidro, metal e outros, o que é uma linguagem inadequada diante da realidade do espectro de consumo moderno.

Para ampliar a separação dos resíduos gerados pelo consumo pessoal é preciso mudar a comunicação e as ferramentas.

O consumo pessoal compreende o conteúdo e o continente.

Para início de conversa: o conteudo se consome ou se usa. O continente não. O primeiro grande resíduo que sobra do consumo é o continente. Conhecido como embalagem.

Então, partindo da realidade do consumo pessoal, a primeira separação para o tratamento seletivo dos resíduos deve ser entre o conteudo e a embalagem.

O que deve ser facilitado e orientado é o descarte da embalagem.

As embalagens do consumo pessoal podem ser divididas, inicialmente, entre puros e compostos. Alguns são claramente identificáveis, dentro das categorias usuais, como caixas de papel, garrafas pet (plástico), ou de vidro, latas de metal, etc.

Mas o que é o saco de chips ou salgadinhos industrializados?

Quantos sabem que o saco é uma lâmina de alumínio e deve ser descartado como metal e não como papel?

O que é uma caixa de leite ou de sucos "tetra-pack"? É papel, é metal ou é plástico?

Na realidade todos os três. Então onde descartar? Se tiver dificuldade em decidir joga fora em qualquer lixo ou mesmo lugar. Dá muito trabalho em pensar qual é a lata certa.

No caso do tetrapack a mistura já está na embalagem. No caso da caixa de cigarro, essa composição é separada. De fora há (ou havia) uma lâmina de plástico, uma caixa de papelão e dentro uma lâmina de alumínio.

Portanto, o consumidor semiconscientizado (porque o inteiramente, nem fumar fuma) ao terminar o consumo deve: tirar a lâmina de aluminio e colocar no recipiente de metal, separar a proteção externa e colocar no de plástico e, finalmente, colocar a caixa no recipiente de papel. Sem desconsiderar o descarte adequado da bituca.

Com tanto trabalho o melhor mesmo é deixar de fumar, para ser "ambientalmente correto".

Não basta conscientizar, é preciso facilitar. Pode ser por a culpa no "comodismo" das pessoas, mas, na prática, é preciso que as coisas sejam mais amigáveis.

Será que colocar "embalagem metálica" não teria mais apelo do que "metal"?

Uma segunda e importante distinção entre os resdíduos de embalagens do consumo pessoal domiciliar é entre os secos e os "molhados".

Os secos ou limpos são os não "contaminados" por outros produtos, principalmente alimentos.

As embalagens que contém líquidos podem conter resíduos dos mesmos. Já não são secos. Outros podem conter restos de alimentos.

Do ponto de vista domiciliar, as separações mais importantes seriam entre as embalagens secas e as "molhadas". Os materiais "sujos" com alimentos deveriam - de momento - serem descartados como lixo comum.

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Bioenergia

Etanol de 2a geração

Uma das contestações aos vultosos investimentos que o Brasil está destinando à exploração do petróleo do pré-sal é que dever-se-ia investir mais nas novas fontes de energia que irão substituir o petróleo.

O Brasil com o pré-sal estaria tentando recuperar o século XX e não perceber as oportunidades do século XXI.

O Brasil tem uma vantagem comparativa com o desenvolvimento do etanol de primeira geração, mas correria o risco de perdade essa vantagem em função dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos EUA.

Mais uma vez o uso da figura institucional (Brasil, EUA, etc) consagrada pelos economistas, como se esses fossem uma unidade com capacidade decisoria e de ação, pode levar a equívocos de interpretações.

O Brasil obteve a vantagem comparativa (e competitiva) com o etanol, porque os paises desenvolvidos não acreditaram nessa fonte (então alternativa). Para enfrentar os problemas e desafios, a comunidade acadêmica contribuiu para a superação. Um problema inicial foi o vinhoto, que se conseguiu transformar de um veneno em fertilizante. Melhoria de produtividade em toda a cadeia foi propiciado pelas pesquisas.

Mas, diferentemente de outros casos, não foi a pesquisa que empurrou a produção, mas essa que puxou a pesquisa.

Nos EUA, instituições acadêmicas de pesquisas, assim como empresas estão buscando a extração do etanol de material celulótico, o chamado etanol de segunda ou de terceira geração.

Como sempre, os resultados são cercados de lendas e panacéias, como se fossem a "salvação do mundo".

A matéria publicada ontem no Valor Econômico, mostra uma parte da realidade. As pequisas para o etanol de segunda geração tem como um dos insumos principais o bagaço da cana.

As pesquisas estão sendo realizadas no exterior, mas serão aplicadas no Brasil.

A tecnologia não é do país, mas da empresa. Da empresa multinacional que - cada vez mais - não tem nacionalidade.

O "Brasil" é fortemente inovadora na indústria automobilística, mas poderá se dizer que não é do país, porque é detida e aplicada pelas multinacionais no Brasil e não são disseminadas.

O "Brasil" não inovou nos transgênicos, mas é um grande usuário dessa tecnologia. Isso envolve pagamentos de royalties para a Monsanto. Será que essa deixaria de fornecer ao Brasil?

A vantagem comparativa do Brasil nos biocombustíveis está no produto. A tecnologia aplicável ao produto poderá não ser brasileira, mas dentro da globalização dificilmente deixará de ser usada, se representar possibilidade de ganhos para as empresas.

As instituições brasileiras de pesquisas devem trabalhar no desenvolvimento dos etanóis de novas gerações, mas não é por uma questão de competitividade. Mas de lucros.

 
 

Bióleo

 

Adiantado ou atrasado?

O Governo Federal decidiu implantar o B5, ou seja, a mistura obrigatória de 5% de biodiesel no diesel mineral, no início de 2010. Alardeando uma antecipação de três anos, porque nos planos iniciais esse percentual só deveria ocorrer em 2013.

Uma antecipação como essa deveria - realmente - ser amplamente comemorada, porém na prática está atrasada. Em 2010 o Brasil deveria estar praticando B7 ou até B10 e chegar em 2014 a B20, pelo menos nas grandes áreas metropolitanas.

O Brasil que quer se mostrar ao mundo em 2014, quando da realização da Copa do Mundo, deverá ser um pais "bioenergético".

O Programa Nacional de Produção de Biodiesel busca associar uma solução ambiental (substituição - ainda que parcial - do diesel mineral, cerca de 70% mais poluidor que o biodiesel) com o social, pela inclusão da agricultura familiar. Vem falhando nesse segundo aspecto, apesar dos esforços do Governo, agora diretamente através da Petrobras Biocombustíveis.

Essa inclusão social - via agricultura familiar - somente irá ocorrer à longo prazo, com base nas novas oleaginosas. Mesmo assim, com riscos de ser "atropelada" pelo agronegócio, pela produção extensiva do pinhão-manso, da palma e de outras matérias-primas.

Para chegar ao B20 metropolitano, até 2014, o objetivo de inclusão social poderá ocorrer com a contribuição de outro meio: a logística reversa social urbana.

Esse mecanismo compreende a captação do óleo de fritura usado, gerado nos domicílios urbanos.

Os grande números estimados (cerca de 1,5 bilhões de litros de óleo de cozinha usados, atualmente) poderiam abastecer 4% da demanda de diesel, ou seja, o B4. Não eliminaria a necessidade de outros insumos agrícolas, oriundos da soja ou de outras oleaginosas.

As regiões metropolitanas são uma das maiores consumidoras de óleo diesel, por conta da frota de ônibus urbanos e das origens e destinos das cargas. São também as maiores geradoras de óleo de cozinha usados.

A redução da circulação do insumo para a produção do biodiesel terá ainda o condão de minimizar a emissão dos gases de efeito estufa.

A utilização do óleo de cozinha usado como insumo para biodiesel ainda tem o inconveniente de obrigar um turismo desse material que reunido nas áreas urbanas tem que ser transportado a longas distâncias até uma usina de biodiesel, para depois retornar às distribuidoras, que ficam próximas dos grandes centros de consumo.

Pelo regime atual, não interessa às usinas de biodiesel se instalarem próximas às distribuidoras, porque os preços dos leilões é FOB e o seu principal insumo é o óleo de soja, produzido no interior.

Se o insumo for o óleo de cozinha usado, poderão ser instaladas usinas metropolitanas, com escalas menores, porém com grandes ganhos nos custos logísticos.

As dificuldades para a implantação desse modelo não estão na tecnologia ou nos investimentos, mas na captação do óleo gerado pelos domicilios.

A geração do óleo nos bares e restaurantes é viável, como atividade econômica, e está sendo feita por empresas que vem oferecendo em troca, material de limpeza.

Já a captação domiciliar é dispersa e de baixa produtividade. Não é viável empresarialmente, mas sim para entidades sociais e catadores.

Para os catadores pode-se organizar um sistema que gere mais renda com um trabalho mais digno.

O preço do diesel é administrado pelo Governo o que lhe dá uma certa estabilidade. Isso deverá prevalecer ainda por muitos anos. Para os catadores-coletores isso significa também uma certa estabilidade na sua renda. Nâo estarão tão sujeitos a variações de preços, como tem ocorrido com outros resíduos.

Precisam captar pelo menos 1 tonelada de óleo de cozinha usado por mês para poderem contar com uma renda equivalente a um salário mínimo. Em termos residenciais, precisa ter uma clientela de mil residências, uma população em torno de 4 mil pessoas.

Dividido por vinte dias úteis, significa uma captação em 50 casas por dia. Nos bairros populares corresponderia a uma quadra. Precisaria trabalhar pelo menos vinte quadras por mês.

Na prática não significa trabalhar só uma quadra por dia. Ele tem que circular por 4 ou mais quadras para captar a sua quota diária. Mas bem organizada a sua logística ele pode ter a produtividade necessária.

A partir dai a sua possibilidade de aumentar a renda está na obtenção, por doação, do óleo gerado pelos bares e restaurantes.

Esse é o mecanismo básico da logística reversa social.

Para os bares e restaurantes o óleo usado tem um pequeno valor econômico: é o de material de limpeza que recebe, de empresas coletoras.

Pode substituir esse pequeno valor econômico por um valor social maior, doando-o para os catadores-coletores ou para entidades sócio-assistenciais.

Esse será um incentivo fundamental para estimular a ampliação da captação e coleta domiciliar.

Sem isso, o B20 urbano continuará sendo um sonho.

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